terça-feira, 3 de abril de 2012

Confidências...



Sou mãe, apaixonada pelos rebentos, tenho um Shih Tzu (bem paraguaio, mais parece um Lhasa), romântica ao extremo, inquieta por natureza (com certeza, meu alter ego é portador de hiperatividade, rs). Falante, feliz, amante dos detalhes e delicadezas. Sou neta criada com a avó, que cresceu fazendo roupinhas de boneca e com medo de subir em árvores. Meu mal crônico é a ansiedade (nunca consegui resolvê-la de vez). Amo ler, livros para mim são mágicos e consigo me transportar fielmente para o mundo que eles me apresentam durante a leitura (passo dias sendo amiga dos personagens). Prefiro o afeto do artesanal do que a precisão do industrial. Tenho fascinação por Paris; prefiro o campo do que praia. A maternidade e a maturidade, me fizeram amar a tranquilidade, passei a enxergar e a valorizar a beleza da simplicidade. Antes de ter meu filho Isaque, eu trabalhava muito, muito mesmo. Desde que havia me casado, raramente havia passado uma semana inteira em casa, viajava sempre a trabalho (inclusive finais de semana), não cozinhava para o meu marido, era adepta master do fast food, nem compras para a casa eu fazia, deixava tudo nas mãos da empregada... Meu casamento era um verdadeiro caos, porque meu esposo se sentia infeliz por eu não me dedicar nenhum pouco a ele e ao nosso lar (para ser sincera, nossa casa nem parecia um lar, estava mais para um república de estudantes organizada). Me esconder no trabalho era catarse, porque eu queria muito ter o nosso filho mas, devido a uma doença que sou portadora, eu perdi várias gestações... (Tá, eu trabalhava muito também porque eu era cria do capitalismo e consumismo podia até ser usado como meu segundo nome). Até que eu engravidei do meu pitoco, uma gestação de alto risco que me fez ficar desde o início dela de licença, em casa. No início eu quase pirei mas, aí me adentrei mais ainda no mundo dos blogs e passei a amar aquele momento, passei a valorizar a tranquilidade, esquecer da agitação... E quando meu filho nasceu, tive que parar de vez com o trabalho, pois ele tem alergia alimentar múltipla, não pode nem chegar perto de uma infinidade de alimentos (incluindo leite de vaca) e eu não confiaria em deixar meu precioso com ninguém. Hoje tenho uma vida abençoada, sou feliz cuidando da minha casa, mimando todos os cantinhos dela, paparicando minha cria e meu esposo. Aprendi a cozinhar e conheci o prazer do artesanato. Minha melhor aquisição de todos os tempos foi minha máquina de costura (não sei costurar ainda, mas amo ficar tentando) e meu relacionamento com ela reflete bem como eu fui até um tempo atrás: ganhei-a de presente do marido no Natal de 2009, pois sempre desejei muito ter uma máquina de costura (sou filha de costureira, neta de arteira) e demorei 2 anos para ter coragem de encostar a mão na dita cuja com medo de me frustrar, caso não conseguisse costurar. Mas, mudei bastante de um tempo para cá e já não sou mais tão medrosa assim...
Muito da força que hoje tenho veio da real aceitação dessa minha nova rotina e, creiam, foi conhecendo um monte de histórias emocionantes de força, superação, positivismo, em blogs reais que fui aos poucos aprendendo a apreciar a minha realidade. A cada dia, a cada postagem lida, era um novo empurrãozinho em busca de viver melhor. A Blogosfera, para mim, foi terapia (e terapia bem sucedida, preciso afirmar). Cada blog que visito me traz um ensinamento novo, uma ideia, uma inspiração, lições de vida preciosas. Com os blogs que leio, aprendi verdadeiramente a amar o que tenho, ao invés de lamentar o que não possuo. Descobri gente valiosa, verdadeira, dona de sentimentos puros, disposta a ofertar carinho, assim, gratuitamente... E é tudo isso que me fez querer ter um blog, daí nasceu a ideia do "Diário de Comadre". A função será mesmo ser um diário, um lugar onde eu possa relatar o que penso, o que sinto, o que vivencio, o que faço. Mostrar um pouco das arteirices que aprendo nesta deliciosa escola virtual de blogs, das receitas que eu adapto para fazer para o meu filho (sim, sou fera em bolos sem leite, sem soja e sem ovos!), dos truques que aprendi sendo mãe, das minhas peripécias como dona de casa. E espero que seja um meio também para eu cultivar amizades, pois me sinto muito sozinha aqui em BH, toda a nossa família e amigos estão no interior e moça tímida que sou (sim, sou uma jovem moça perto de completar seus 34 anos de idade), tenho uma certa dificuldade para dar o primeiro passo em contatos da vida real.
Então, esta sou eu, em frases e em foto...

Beijos,
Vanessa Alves.

P.S.: O bloguito está assim, sem personalidade, praticamente um esboço, mas, em breve, ele vai ter carinha de Vanessa, podem apostar!...

7 comentários:

  1. Oiê!
    Que lindo seu post, que linda voce e seu filhote, assim como voce tambem tive dificuldades para ter meus filhos, sempre amei maquinas de costura e só perdi o medo quando usei aquela frase" Acelera Ayrton!" e foi, no começo um caos e aos poucos melhorando, a repetição leva a perfeição, perca o medo e se joga!
    Beijo da Dani...

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  2. Pois é, Dani, estou tentando "domar" a bichinha...
    Já fiz até um joguinho americano usando a máquina. Ficou um bocadinho torto, rs, mas, ficou fofo!

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  3. Vanessa, a vida é muito engraçada, e mesmo quando achamos que somos senhoras do nosso destino, tudo muda, sabe a máxima: O munda da voltas? então, ele realmente gira e acredito eu, que acabamos voltando para nossas raízes, você filha de costureira, cresceu com isso, está em você! Tudo melhora quando os filhos chegam, você se descobre, você se acha!
    Felicidades e muita saúde para vocês e seja bem vinda a blogosfera! ♥

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    1. Obrigada pelas palavras lindas e confortantes!
      Trouxeram alegria e aconchego ao meu coração!

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  4. Que lindo seu filho,vim conhecer o seu blog e adorei beijos

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    1. Obrigada pelo carinho!
      Seja sempre bem vinda!
      Bjos!

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  5. Oi Vanessa,
    Que forte a sua história.
    Temos algumas coisas em comum, tb sou do interior de Minas e filha de arteira. Resolvi me arriscar na máquina de costura a pouco mais de um anos, mas hoje já perdi o medo e ganhei um vício.
    Seja bem vinda à blogosfera, como dizem por aí, conte comigo.
    Bjos.

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